Etapa 05 · O apoio

Como ajudar

Três coisas, em ordem de impacto. As duas primeiras não pedem cadastro nenhum.

Mande para cinco pessoas

Este site não tem verba de divulgação, não compra anúncio e não aparece em jornal. Ele chega às pessoas de um jeito só: alguém que leu decide mandar para outro alguém.

Parece pouco e não é. A conta de imposto na cesta básica, na luz e no gás não é assunto de especialista — é a conta que a pessoa faz no mercado toda semana, sem saber quanto daquilo é tributo. Quando ela vê o número, a conversa muda. E é essa conversa, repetida em grupo de família, de trabalho e de bairro, que faz um parlamentar decidir que o assunto tem custo eleitoral.

Um parlamentar não muda de posição porque leu um argumento bom. Muda quando percebe que o eleitorado dele já leu.

Mande o endereço do site para cinco pessoas que fazem compra de mercado. Não precisa de discurso junto — a página da conta se explica sozinha. A mensagem já vai escrita:

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Escreva para quem vota isso

Gabinete de parlamentar conta mensagem. Não é impressão: é rotina de assessoria. Um assunto que chega em dez mensagens numa semana entra na pauta da reunião de segunda. Um assunto que não chega nenhuma vez não existe.

E há um detalhe de calendário que trabalha a nosso favor: 2026 é ano de eleição. Quem está no exercício do mandato e vai disputar a reeleição tem um motivo a mais para responder — e para não querer ser lembrado como quem ignorou o assunto do preço da comida.

Na página Quem cobrar está a lista com os 594 parlamentares em exercício e as 8.195 candidaturas de outubro, com o contato de cada um. A mensagem já vem escrita: você preenche nome e CPF, clica em copiar e abre no seu e-mail. Leva menos tempo do que ler este parágrafo.

Escreva com seu nome e seu CPF. Mensagem de eleitor identificado é lida e respondida com muito mais frequência do que mensagem anônima — porque o gabinete consegue verificar que você vota no estado dele.

Diga o que aconteceu depois

Esta parte é opcional, e é a que ninguém costuma fazer.

Se você enviou e obteve resposta, registre qual foi. Se apoiou, se disse que ia analisar, se foi contra, se veio só um aviso automático. Junte-se isso de várias pessoas e aparece uma coisa que não existe hoje em lugar nenhum: um retrato público de quem respondeu o quê sobre tirar imposto da comida — construído por quem escreveu, não por assessoria de imprensa.

No mesmo lugar dá para avaliar a proposta em si, de uma a cinco estrelas. Serve para nos dizer se a ideia convence, e onde ela ainda não convence.

Avaliar e relatar pedem cadastro. Compartilhar e escrever para o parlamentar, não — e são esses dois que mudam o resultado.

O cadastro existe por um motivo específico: sem ele, uma pessoa sozinha inflaria a contagem, e qualquer um poderia atribuir a um parlamentar uma resposta que ele nunca deu. Isso seria injusto com ele e destruiria a serventia do número. Pedimos nome, e-mail e CPF; o CPF não é guardado, só uma impressão digital irreversível dele, que serve unicamente para impedir dois cadastros da mesma pessoa. O que fica guardado está detalhado em Quem está lendo.

Se você não quiser se cadastrar, não se cadastre. As duas coisas que realmente pesam — mandar para cinco pessoas e escrever para o gabinete — não pedem nada disso.